domingo, 24 de abril de 2011

Estudantes do programa Alfa e Beto lançam livro em Cajari

Estudantes do programa Alfa e Beto lançam livro em Cajari
Estudantes do município de Cajari lançaram o livro "Cajari Terra de Cantos e Encantos", que narra a história da cidade, distante 200 km de São Luís.
O trabalho é resultado do programa Alfa Beto, resultado da parceria entre o Governo do Maranhão, por intermédio da Secretaria de Educação (Seduc), e a prefeitura.
No município de Cachoeira Grande os alunos realizaram exposição sobre os trabalhos de leitura e escrita, desenvolvidos pelo programa na região.
Durante a apresentação, crianças de 6 anos, que participam do Alfa e Beto de Alfabetização, recontaram histórias e realizaram encenação de teatral.
O programa Alfa e Beto é uma atividade da Seduc, colocada em prática por intermédio da Secretaria de Projetos Especiais (SAPE), em 59 municípios. O programa envolve ações voltadas para alfabetizar crianças de até seis anos. Em 2010, beneficiou 23.425 alunos em 1.115 turmas, por meio de suas atividades pedagógicas de leitura e de escrita.
Para a realização do programa nos municípios, a Seduc realiza periodicamente a capacitação de coordenadores e professores, além de distribuir material didático e monitorar a execução do Programa.

QUE FEIO!!!

Ator Omar Docena aprontou todas em Arari
(14h) – O ator global Omar Docena, que ficou conhecido ao tirar a virgindade de Leila (Bruna Linzmeyer) na novela Insensato Coração (veja aqui), aprontou uma série de arruaças na cidade de Arari no início da semana, mas sequer foi incomodado pela polícia.
O ator esteve na cidade para participar do 1º Encontro Internacional de Body Ryders (surfistas de maré), realizado nas ondas da Pororoca do Rio Mearim. O evento começou sexta-feira (15) e foi encerrado ontem (19).
O cartão de visita de Docena foi abaixar a bermuda e defecar por trás de uma lancha, à vista do público e dos outros surfistas, às margens do rio.
Nesta segunda-feira, ele se empolgou com uma caipirinha de melancia feita com a cachaça Tiquira, durante um almoço na casa do prefeito Leão Santos (PSDB), e “virou o bicho” na cidade
Docena nas ondas da pororoca. Foto: Douglas Júnior/O Estado Maranhão
Mijou e abaixou as calças no meio da rua, jogou uma garrafa em um carro, aprontou no restaurante jogando molho em outros surfistas e em repórteres, e quis invadir uma casa vizinha, mas o dono o botou para correr com um pedaço de pau. Também tentou “engrossar” com jornalistas que comiam no local.
As arruaças do ator global na cidade não pararam por aí. Ele chamou palavrões em uma sorveteira cujos donos são evangélicos, sendo repreendido pelos proprietários.
Só depois de várias tentativas foi levado para o hotel por volta das 21h.
A organização do evento o proibiu de participar do último dia do encontro.

sábado, 23 de abril de 2011

Vitória do Mearim: 178 anos de emancipação política


Imagem aérea de Vitória do Mearim-MA. (FOTO: Projeto Rondom)
O município de Vitória do Mearim completa, neste dia 19 de abril, mais um ano de sua emancipação política. São 178 anos de história desse que é o mais antigo município da Baixada Maranhense e a quinta povoação mais antiga do Maranhão. Vitória só é mais nova do que São Luis, Alcântara, Icatu e Rosário.
Vitória do Mearim emancipou-se politicamente em 19 de abril de 1833 e, um ano após sua emancipação, em 1834, teve sua primeira eleição para vereador e Intendente (antigo cargo referente ao de prefeito), sendo eleito Bernardo José Nogueira, como o primeiro administrador do lugar.
Vários municípios do Maranhão foram desmembrados de Vitória do Mearim como Arari, Anajatuba, São Luis Gonzaga do Maranhão, parte de Barra do Corda, Bela Vista do Maranhão, Igarapé do Meio e Conceição de Lago Açú. No decorrer da sua história teve vários nomes: Nossa Senhora de Nazaré do Mearim, Ribeira do Mearim, Vila do Mearim, Baixo Mearim, até que em 1948, passou a se chamar definitivamente de Vitória do Mearim.
Localizada na região Norte do Maranhão, na Microrregião da Baixada Maranhense, à margem esquerda do rio Mearim, o município vitoriense revelou grandes personalidades para o Estado e para o Brasil como Trajano Galvão, o primeiro poeta negreiro do país, anterior a Castro Alves; Artur Lopes Gonçalves, sacerdote; Ana Bogéa Gonçalves, primeira professora normalista do município; Bartolomeu do Santos, o notável “Coxinho”, cantador de toadas de bumba-meu-boi, dentre outros.

Praça da Criança com a Igreja Católica ao fundo, em Vitória do Mearim. (FOTO: Projeto Rondom)
Hodiernamente, Vitória continua revelando grandes personalidades e intelectuais. Podemos citara Washington Cantanhêde, promotorde justiça, historiador e escritor, o maior intelectual daquela gleba; Airton Marinho, artista plástico de renome no Maranhão; Agnor Lincoln da Costa, poeta e advogado; Paulo de Tarso Barros, escritor e poeta; Arimatéia Coelho, professor e poeta, dentre outros notáveis.
Atualmente Vitória do Mearim possui uma população de 31.234 habitantes, segundo o censo do IBGE, de 2010 e um território de apenas 717 km2. É cortado pela BR 222, em entroncamento com a MA 014 e pela estrada de ferro Carajás. Possui 3 agências bancárias, sendo uma do Bradesco, do Banco da Amazônia e uma do Banco do Brasil.
O comércio ainda é insipiente mais já apresenta um crescimento significativo. Possui indústrias de transformação de porte pequeno como padarias, serrarias e movelarias, serralherias, usinas de beneficiamento de arroz, olarias, etc. Timidamente o município vem apresentando um desenvolvimento, que precisa ser estimulado e efetivo.
Vários vitorienses tiveram e têm uma marcante presença no cenário esportivo, cultural e político no Estado do Maranhão e no Brasil. É uma cidade aconchegante, de um povo alegre e amistoso. Um município que tem uma geografia primorosa, uma história encantadora e que tem uma série de prerrogativas que propiciam o seu desenvolvimento.
Os nossos sinceros votos de progresso e de gratidão a Vitória do Mearim, nossa co-irmã. Como escreveu o saudoso músico Tio Zeca, escritor do Soberano, hino vitoriense, “és ribeirinha e tão admirada”. Oh! gleba querida teu nome é Vitória, és minha vida, és meu amor e minha glória”. Parabéns Vitória do Mearim, soberana da Baixada

Escola Ribamar de Matos realiza evento para homenagear Vitória do Mearim

Público presente no evento da escola Ribamar de Matos, composto por alunos, professores e pais. (FOTO: Divulgação)
A Unidade Escolar Dr. José Ribamar de Matos, escola da rede municipal de ensino de Vitória do Mearim, realizou um singelo evento em homenagem à emancipação política do Município, e, na oportunidade, comemorar também o período pascoal.
O evento foi realizado no dia 18 de abril, no período matutino e vespertino, com exposição de trabalhos relacionados com a Páscoa e sobre o homenageado do dia, o Município de Vitória do Mearim, que comemoraria 178 anos de sua emancipação no dia seguinte ao evento.
Os alunos e professores daquele Educandário expuseram painéis e slides com conteúdos sobre a geografia, a história, a cultura, a arquitetura, aspectos políticos, sociais e esportivos do município. Além da exposição dos painéis e slides temáticos, foram apresentadas pelos alunos, com produção do corpo docente e da direção da escola, dramatizações sobre a ressurreição de Jesus Cristo.
No período vespertino, especificamente, o Pastor da Assembleia de Deus, Ronaldo, a convite da direção da escola, proferiu uma palestra sobre a importância da Páscoa para os cristãos. Alunos do 6º ao 9º ano apresentaram poesias compostas por eles, em homenagem a Vitória do Mearim, haja vista que no ano passado os alunos já haviam produzido um pequeno livro de poesias sobre Vitória, só que o trabalho não havia sido divulgado efetivamente pela escola, apesar do professor orientador, Joacy Barros, ter tentado divulgá-lo ao menos dentro da Instituição, mas não encontrou “espaço” dentro da mesma para isso.
Alunos realizando uma encenação sobre a Ressurreição de Cristo. (FOTO: Divulgação)
Outras escolas da rede de ensino de Vitória também realizaram eventos temáticos comemorativos sobre o Município e sobre a Páscoa, uma vez que as datas coincidiram este ano.

A 13ª Campanha Nacional de Vacinação

A 13ª Campanha Nacional de Vacinação contra a gripe começa dia 25 de abril de 2011. Este ano o Ministério da Saúde amplia a oferta da vacina para trabalhadores de saúde, crianças na faixa etária de seis meses a menores de dois anos, gestantes, além dos idosos a partir dos 60 anos e povos indígenas. São cerca de 32.750.000 milhões de doses da vacina contra a gripe. A campanha se encerra dia 13 de maio, tendo 30 de abril como o Dia de Mobilização Nacional.   

quinta-feira, 21 de abril de 2011

VAMOS COMBATER A DENGUE !

video

O QUE É DENGUE?

A dengue é uma doença infecciosa febril aguda causada por um vírus da família Flaviridae e é transmitida, no Brasil, através do mosquito Aedes aegypti, também infectado pelo vírus. Atualmente, a dengue é considerada um dos principais problemas de saúde pública de todo o mundo.
Em todo o mundo, existem quatro tipos de dengue, já que o vírus causador da doença possui quatro sorotipos: DEN-1, DEN-2, DEN-3 e DEN-4.
A dengue é conhecida no Brasil desde os tempos de colônia. O mosquito Aedes aegypti tem origem africana. Ele chegou ao Brasil junto com os navios negreiros, depois de uma longa viagem de seus ovos dentro dos depósitos de água das embarcações.
O primeiro caso da doença foi registrado em 1685, em Recife (PE). Em 1692, a dengue provocou 2 mil mortes em Salvador (BA), reaparecendo em novo surto em 1792.
Mosquito da DengueEm 1846, o mosquito Aedes aegypti tornou-se conhecido quando uma epidemia de dengue atingiu o Rio de Janeiro, São Paulo e Salvador. Entre 1851 e 1853 e em 1916, São Paulo foi atingida por epidemias da doença. Em 1923, Niterói, no estado do Rio, lutou contra uma epidemia em sua região oceânica.
Em 1903, Oswaldo Cruz, então Diretor Geral da Saúde Pública, implantou um programa de combate ao mosquito que alcançou seu auge em 1909. Em 1957, anunciou-se que a doença estava erradicada do Brasil, embora os casos continuassem ocorrendo até 1982, quando houve uma epidemia em Roraima.
Em 1986, foram registradas epidemias nos estados do Rio de Janeiro, de Alagoas e do Ceará. Nos anos seguintes, outros estados brasileiros foram afetados.
No Rio de Janeiro (Região Sudeste) ocorreram duas grandes epidemias. A primeira, em 1986-87, com cerca de 90 mil casos; e a segunda, em 1990-91, com aproximadamente 100 mil casos confirmados. A partir de 1995, a dengue passou a ser registrada em todas as regiões do país. Em 1998 ocorreram 570.148 casos de dengue no Brasil; em 1999 foram registrados 204.210 e, em 2000, até a primeira semana de março, 6.104.
Em 2006, o número de casos de dengue voltou a crescer no país. Segundo dados do Ministério da Saúde, entre janeiro e setembro de 2006 foram registrados 279.241 casos de dengue o equivalente a 1 caso (não fatal) para cada 30 km ² do território desse país. Um crescimento de 26,3% em relação ao mesmo período em 2005. A região com maior incidência foi a Sudeste.
Já em 2008, a doença volta com força total, principalmente no Rio de Janeiro, onde foram registrados quase 250 mil casos da doença e 174 mortes em todo o Estado (e outras 150 em investigação), sendo 100 mortes e 125 mil casos somente na cidade do Rio de Janeiro. A epidemia de 2008 superou, em número de vítimas fatais, a epidemia de 2002, onde 91 pessoas morreram. Nos últimos anos, outros estados do Brasil também registraram uma epidemia de Dengue .
Atualmente, a dengue hemorrágica está entre as dez principais causas de hospitalização e morte de crianças em países da Ásia tropical. Nas Américas, a primeira epidemia de dengue hemorrágico que se tem notícia ocorreu em Cuba, em 1981.

Em todo o mundo, existem quatro tipos de dengue, já que o vírus causador da doença possui quatro sorotipos: DEN-1, DEN-2, DEN-3 e DEN-4.
No Brasil, já foram encontrados da dengue tipo 1, 2, 3 e 4.  O vírus tipo 4 não era registrado no País há 28 anos, mas em 2010 foi notificado em alguns estados, como o Amazonas e Roraima,
A dengue tipo 4 apresenta risco a pessoas já contaminadas com os vírus 1, 2 ou 3, que são vulneráveis à manifestação alternativa da doença. Complicações podem levar pessoas infectadas ao desenvolvimento de dengue hemorrágica.
Formas de apresentação
A dengue pode se apresentar – clinicamente – de quatro formas diferentes formas: Infecção Inaparente, Dengue Clássica, Febre Hemorrágica da Dengue e Síndrome de Choque da Dengue. Dentre eles, destacam-se a Dengue Clássica e a Febre Hemorrágica da Dengue.
Vírus da Dengue (rcsb.org)
Vírus da Dengue (rcsb.org)
- Infecção Inaparente
A pessoa está infectada pelo vírus, mas não apresenta nenhum sintoma da dengue. A grande maioria das infecções da dengue não apresenta sintomas. Acredita-se que de cada dez pessoas infectadas apenas uma ou duas ficam doentes.
- Dengue Clássica
A Dengue Clássica é uma forma mais leve da doença e semelhante à gripe. Geralmente, inicia de uma hora para outra e dura entre 5 a 7 dias. A pessoa infectada tem febre alta (39° a 40°C), dores de cabeça, cansaço, dor muscular e nas articulações, indisposição, enjôos, vômitos, manchas vermelhas na pele, dor abdominal (principalmente em crianças), entre outros sintomas.
Os sintomas da Dengue Clássica duram até uma semana. Após este período, a pessoa pode continuar sentindo cansaço e indisposição.
- Dengue Hemorrágica
A Dengue Hemorrágica é uma doença grave e se caracteriza por alterações da coagulação sanguínea da pessoa infectada. Inicialmente se assemelha a Dengue Clássica, mas, após o terceiro ou quarto dia de evolução da doença, surgem hemorragias em virtude do sangramento de pequenos vasos na pelo e nos órgãos internos. A Dengue Hemorrágica pode provocar hemorragias nasais, gengivais, urinárias, gastrointestinais ou uterinas.
Na Dengue Hemorrágica, assim que os sintomas de febre acabam a pressão arterial do doente cai, o que pode gerar tontura, queda e choque. Se a doença não for tratada com rapidez, pode levar à morte.
- Síndrome de Choque da Dengue
Esta é a mais séria apresentação da dengue e se caracteriza por uma grande queda ou ausência de pressão arterial. A pessoa acometida pela doença apresenta um pulso quase imperceptível, inquietação, palidez e perda de consciência. Neste tipo de apresentação da doença, há registros de várias complicações, como alterações neurológicas, problemas cardiorrespiratórios, insuficiência hepática, hemorragia digestiva e derrame pleural.
Entre as principais manifestações neurológicas, destacam-se: delírio, sonolência, depressão, coma, irritabilidade extrema, psicose, demência, amnésia, paralisias e sinais de meningite. Se a doença não for tratada com rapidez, pode levar à morte

A dengue é transmitida para o homem através da picada do mosquito Aedes aegypti (aēdēs do grego “odioso” e ægypti do latim “do Egipto”). Mais conhecido como mosquito da dengue, ele pertence a uma espécie de mosquito da família Culicidae proveniente de África e que já pode ser encontrado por quase todo o mundo, com mais ocorrências nas regiões tropicais e subtropicais, sendo dependente da concentração humana no local para se estabelecer.
O mosquito da dengue (Aedes aegypti) é o vector de doenças graves, como o dengue e a febre amarela, e por isso o controle de sua reprodução é considerado assunto de saúde pública.
O Aedes aegypti é um mosquito que se encontra ativo e pica durante o dia, ao contrário do Anopheles, vector da malária, que tem atividade crepuscular (durante o amanhecer ou anoitecer) tendo como vítima preferencial o homem.
Mosquito da Dengue
O mosquito da dengue tem cerca de 0,5 cm de comprimento, é preto com pequenos riscos brancos no dorso, na cabeça e nas pernas e suas asas são translúcidas. (Imagem: Emílio Goeldi)
De difícil controle, já que seus ovos são muito resistentes e sobrevivem vários meses até que a chegada de água propicia a incubação, o mosquito da dengue deposita seus ovos em diversos locais e rapidamente se transformam em larvas, que dão origem às pupas, das quais surge o adulto. Assim como na maioria dos demais mosquitos, somente as fêmeas se alimentam de sangue para a maturação de seus ovos; os machos se alimentam apenas substâncias vegetais e açucaradas.
Os ovos dos mosquitos são depositados normalmente em áreas urbanas, em locais com pequenas quantidades de água limpa, sem a presença de matéria orgânica em decomposição e sais. Em função disso, a água é ácida. Normalmente, eles escolhem locais que estejam sombreados e em zonas residenciais. Por isso, é importante não deixar objetos com água parada dentro de casa ou no quintal. Sem este ambiente favorável, o aedes aegypti não consegue se reproduzir. Ver formas de prevenção da dengue.
Ciclo Mosquito da Dengue (Aedes Aegypti)
Ciclo Mosquito da Dengue (Aedes Aegypti)
O mosquito da dengue pode ser encontrado nas regiões tropicais de África e da América do Sul, chegando à Ilha da Madeira, em Portugal e ao estado da Flórida nos Estados Unidos da América. Nesta área, a presença do mosquito está diminuindo em virtude da competição com outra espécie do mesmo gênero, o Aedes albopictus. Porém o A. albopictus também é um vetor da dengue, bem como de vários tipos de encefalite equina. A competição entre as duas espécies ocorre devido ao fato de a fêmea do A. aegypti se acasalar tanto com o macho de sua espécie quanto com o macho do A. albopictus que é mais agressivo e, sendo de outra espécie, gera ovos inférteis, reduzindo assim a população de A. aegypti. No Brasil, o único mosquito que transmite a dengue é o A.aegypti.
O mosquito da dengue (Aedes aegypti) é sensível a repelentes baseados no composto N,N-dietilmetatoluamida.
A dengue é transmitida pela fêmea do Aedes Aegypti. Seu ciclo de reprodução do ovo-ovo é de 10 dias.  Quando o mosquito nasce, ela passa por quatro estágios de crescimento, que podem durar oito dias no total. Depois ela se transforma em pupa, estágio que dura, aproximadamente, dois dias. Depois de sair da pupa, o mosquito adulto já pode se reproduzir e botar ovos, quando o ciclo se reinicia.
Classificação
  • Ramo: Arthropoda (pés articulados);
  • Classe: Hexapoda (três pares de patas);
  • Ordem: Diptera (um par de asas anterior funcional e um par posterior transformado em halteres);
  • Família: Culicidae;
  • Gênero: Aedes.
O mosquito da dengue (Aedes Aegypti)  é menor que os mosquitos comuns, tem, em média, 0,5 cm de comprimento. Ele é preto com pequenos riscos brancos no dorso, na cabeça e nas pernas. Suas asas são translúcidas e o ruído que produzem é praticamente inaudível ao ser humano.
O macho alimenta-se de frutas ou outros vegetais adocicados. Já as fêmeas se alimentam de sangue animal, principalmente humano. É no momento que está retirando o sangue que a fêmea contaminada transmite o vírus da dengue para o ser humano. Na picada, ela aplica uma substância anestésica, fazendo com que não haja dor na picada.
As fêmeas costumam picar o ser humano no começo da manhã ou no final da tarde. Picam nas regiões dos pés, tornozelos e pernas. Isto ocorre, pois costumam voar a uma altura máxima de meio metro do solo.

O vírus da dengue pode se apresentar de quatro formas diferentes, que vai desde a forma inaparente, em que apesar da pessoa está com a doença não há sintomas, até quadros de hemorragia, que podem levar o doente ao choque e ao óbito.
Sintomas da Dengue:
há suspeita de dengue em casos de doença febril aguda com duração de até 7 dias e que se apresente acompanhada de pelo menos dois dos seguintes sintomas: dor de cabeça, dor atrás dos olhos, dores musculares, dores nas juntas, prostração e vermelhidão no corpo.

Infecção Inaparente

A pessoa está infectada pelo vírus, mas não apresenta nenhum sintoma da dengue.

Dengue Clássica

Geralmente, os sintomas da dengue iniciam de uma hora para outra e dura entre 5 a 7 dias. A pessoa infectada tem febre alta (39° a 40°C), dores de cabeça, cansaço, dor muscular e nas articulações, indisposição, enjôos, vômitos, manchas vermelhas na pele, dor abdominal (principalmente em crianças), entre outros sintomas.
Os sintomas da Dengue Clássica duram até uma semana. Após este período, a pessoa pode continuar sentindo cansaço e indisposição.

Dengue Hemorrágica

Sintomas da Dengue
A febre alta é um dos primeiros sintomas da dengue. (Foto: Lukasz Tyrała)
Inicialmente os sintomas da dengue hemorrágica se assemelha à Dengue Clássica, mas, após o terceiro ou quarto dia de evolução da doença, surgem hemorragias em virtude do sangramento de pequenos vasos na pelo e nos órgãos internos. A Dengue Hemorrágica pode provocar hemorragias nasais, gengivais, urinárias, gastrointestinais ou uterinas.
Na Dengue Hemorrágica, assim que os sintomas de febre acabam a pressão arterial do doente cai, o que pode gerar tontura, queda e choque. Se a doença não for tratada com rapidez, pode levar à morte.

Síndrome de Choque da Dengue

A pessoa acometida pela doença apresenta um pulso quase imperceptível, inquietação, palidez e perda de consciência. Neste tipo de apresentação da doença, há registros de várias complicações, como alterações neurológicas, problemas cardiorrespiratórios, insuficiência hepática, hemorragia digestiva e derrame pleural.
Entre as principais manifestações neurológicas, destacam-se: delírio, sonolência, depressão, coma, irritabilidade extrema, psicose, demência, amnésia, paralisias e sinais de meningite. Se a doença não for tratada com rapidez, pode levar à morte.
É importante destacar que a dengue é uma doença dinâmica, que pode evoluir rapidamente de forma mais branda para uma mais grave. É preciso ficar atento aos sintomas que podem indicar uma apresentação mais séria da doença.

SINAIS DE ALERTA – DENGUE HEMORRÁGICA

1. Dor abdominal intensa e contínua (não cede com medicação usual);
2. Agitação ou letargia;
3. Vômitos persistentes;
4. Pulso rápido e fraco;
5. Hepatomegalia dolorosa;
6. Extremidades frias;
7. Derrames cavitários;
8. Cianose;
9. Sangramentos expontâneos e/ou prova de laço positiva;
10. Lipotimia;
11. Hipotensão arterial;
12. Sudorese profusa;
13. Hipotensão postural;
14. Aumento repentino do hematócrito;
15. Diminuição da diurese;
16. Melhora súbita do quadro febril até o 5 dia;
17. Taquicardia

A dengue é transmitida pela picada da fêmea do mosquito Aedes aegypti ou Aedes albopictus (ambos da família dos pernilongos) infectados com o vírus transmissor da doença.
A transmissão nos mosquitos ocorre quando ele suga o sangue de uma pessoa já infectada com o vírus da dengue. Após um período de incubação, que inicia logo depois do contato do pernilongo com o vírus e dura entre 8 e 12 dias, o mosquito está apto a transmitir a doença.
Nos seres humanos, o vírus permanece em incubação durante um período que pode durar de 3 a 15 dias. Só após esta etapa, é que os sintomas da dengue podem ser percebidos.
É importante destacar que não há transmissão através do contato direto de um doente ou de suas secreções com uma pessoa sadia. O vírus também não é transmitido através da água ou alimento.
O tratamento da dengue requer bastante repouso e a ingestão de muito líquido, como água, sucos naturais ou chá. No tratamento, também são usados medicamentos anti-térmicos que devem recomendados por um médico.
É importante destacar que a pessoa com dengue NÃO pode tomar remédios à base de ácido acetil salicílico, como AAS, Melhoral, Doril, Sonrisal, Alka-Seltzer, Engov, Cibalena, Doloxene e Buferin. Como eles têm um efeito anticoagulante, podem promover sangramentos.
O doente começa a sentir a melhorar cerca de quatro dias após o início dos sintomas da dengue, que podem permanecer por 10 dias.
tratamento dengue
É preciso hidratar o paciente com sintomas da dengue. (Foto: Davide Guglielmo)
É preciso ficar alerta para os quadros mais graves da doença. Se aparecerem sintomas, como dores abdominais fortes e contínuas, vômitos persistentes, tonturas ao levantar, alterações na pressão arterial, fígado e baço dolorosos, vômitos hemorrágicos ou presença de sangue nas fezes, extremidades das mãos e dos pés frias e azuladas, pulso rápido e fino, diminuição súbita da temperatura do corpo, agitação, fraqueza e desconforto respiratório, o doente deve ser levado imediatamente ao médico.
Em caso de suspeita de dengue, procure a ajuda de médico. Este profissional irá orientá-lo a tomar as providências necessárias do seu caso.

O diagnóstico da dengue é realizado com base na história clínica do doente, exames de sangue, que indicam a gravidade da doença, e exames específicos para isolamento do vírus em culturas ou anticorpos específicos.
Para comprovar a infecção com o vírus da dengue, é necessário fazer a sorologia, que é um exame que detecta a presença de anticorpos contra o vírus do dengue. A doença é detectada a partir do quarto dia de infecção.
Inicialmente, é feito um o diagnóstico clínico para descartar outras doenças. Após esta etapa, são realizados alguns exames, como hematócrito e contagem de plaquetas. Estes testes não comprovam o diagnóstico da dengue, já que ambos podem ser alterados por causa de outras infecções.

Dengue Hemorrágica

Há três exames que podem ser utilizados identificar a dengue hemorrágica: a prova do laço, a contagem das plaquetas e a contagem dos glóbulos vermelhos. A prova do laço é um exame de consultório, com uma borrachinha o médico prende a circulação do braço e vê se há pontos vermelhos sob a pele, que indicariam a doença. Os outros testes são feitos por meio de uma amostra de sangue em laboratório.

COMBATE AO CRACK EM VITÓRIA DO MEARIM (ASSISTA)

video