
Brasília (DF) – Quase um ano após o início da Copa do Mundo, ao
menos 35 obras de transporte coletivo e de aeroportos ainda não estão prontas.
Orçadas em R$ 11 bilhões quando lançadas, em 2010, elas estão atrasadas,
paradas ou nem foram iniciadas. Em alguns casos ainda, investigações estão
sendo feitas para averiguar suspeitas de corrupção. As informações são do
levantamento feito pela Folha de S. Paulo, edição deste domingo (7).
Segundo a reportagem,
os problemas não são só com estádios, mas com o setor de transporte urbano,
vendido pelo governo como o principal legado do Mundial. A pesquisa, checada in
loco em Fortaleza (CE) e em Cuiabá (MT), onde estão as obras com mais problemas.
apontou que apenas 21,4% das construções de grande porte previstas em 2010
foram concluídas.
Essas obras foram
definidas para a instalação de três tipos de meios de transporte: ônibus
especiais em corredores (BRTs), trens leves sobre trilhos (VLTs) e monotrilhos.
O pacote inicial previa 48 obras de mobilidade urbana e 25 em aeroportos. A
composição foi alterada. Em 2013, na última lista oficial, havia 51 projetos de
mobilidade e 23 em aeroportos.
Os atrasos irão
encarecer as obras. O preço do projeto, sem considerar a inflação, com que elas
foram contratadas depois de 2010 já era, em média 33% superior ao previsto no
lançamento. De acordo com a Folha, o valor vai subir ainda mais. No caso de um
VLT em Cuiabá, o projeto começou em R$ 700 milhões, passou na licitação para R$
1,5 bilhão e deve alcançar os R$ 2,5 bilhões.
Quarenta trens foram
encomendados e pagos, ao custo de R$ 500 milhões. Como não há trecho pronto do
VLT de mais de 22 km, os veículos estão parados num pátio. Quase 90% do
financiamento de R$ 1,1 bilhão já foi liberado. Uma CPI foi aberta para
descobrir para onde foi o dinheiro, já que a obra tem menos de 50% de avanço.
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