
O candidato do PSDB à Presidência da República, Aécio Neves, e a
candidata derrotada do PSB, Marina Silva, realizaram nesta sexta-feira seu
primeiro encontro oficial depois da ex-senadora declarar apoio ao tucano no
segundo turno. E o clima não poderia ser melhor: a união foi selada com direito
a troca de abraços e elogios. Membros do PSDB e PSB faziam fila para
cumprimentar a dupla – uma cena que emprestou ao evento político ares de
casamento. Ao lado da nova aliada, Aécio afirmou que a aliança é exemplo de uma
"nova prática política". "O que nós assistimos na política é o
oposto disso. São entendimentos em torno de cargos, entendimentos em torno de
vantagens, conveniências", afirmou o tucano. Criticou ainda os ataques
pessoais proferidos pela presidente Dilma Rousseff (PT) no debate de
quinta-feira e prometeu reagir a "todas as calúnias". "Faço
convocação a Dilma para um debate programático. Disputa política não é
guerra, não pode ser um vale-tudo. Ninguém destrói alguém e vence".
Já Marina, que abandonou o tradicional coque
para o evento, classificou o compromisso que Aécio formou
com os brasileiros como "corajoso", dizendo que ele soube interpretar
"o que está acontecendo neste país nos últimos vinte anos".
"Aécio teve coragem de apresentar, doze anos depois, uma carta-compromisso
aos brasileiros, indicando que vai resgatar os compromissos com política
macroeconômica, que estão sendo terrivelmente prejudicados com juros altos,
inflação alta e baixíssimo crescimento e pouco investimento no nosso país. O
compromisso de que vai manter as políticas sociais e aperfeiçoá-las",
disse Marina. Ela afirmou ainda que Aécio deve vencer as eleições "ganhando",
já que não fez alianças sem compromissos.
Aécio evitou abordar o papel que
caberia a Marina em um eventual governo tucano, dizendo que tratar do assunto
"seria uma forma de desrespeito" à ex-senadora. "A Marina traz
um simbolismo muito grande. Eu vejo através do abraço e do beijo carinhoso que
recebi da Marina, o abraço e o beijo carinhoso de milhões de brasileiros que
querem mudar esse país. São esses brasileiros que eu defendo a partir de
agora", disse, acrescentando que Marina não faz qualquer tipo de exigência
para apoiá-lo.
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